Belo Vale recebe Reconhecimento Nacional pelo Projeto: Alteridade nos Quilombos do PNHR – Programa Nacional de Habitação Rural

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O Projeto Moradia Rural Solidária e Sustentável realizado em Belo Vale, Minas Gerais, contemplou vários objetivos em sua realização: construção de oitenta e três casas rurais com aquecedor solar e fossa séptica em comunidades carentes, inclusive nas comunidades quilombolas de Boa Morte, onde se construíram dezesseis moradias e na Chacrinha nove casas. Aconteceram três palestras no grupo A (João Dantas, João Dantas de Cima, Vila dos Pereira, Comunidades Quilombolas de Boa Morte e da Chacrinha, Córrego dos Pintos e Canoas) e três no grupo B (Almeida, Boca Calada, Borges, Costas, Córrego Seco, Curral Moreira, Ferrabrás, Laranjeiras, Moreira, Palmital, Posse, Salgado). Tais palestras objetivaram esclarecer as famílias sobre como se estruturar em suas novas moradias. Foi um total de seis palestras entre os anos de 2014 e 2015, sempre aos sábados e domingos à tarde. Houve plantio de mudas nativas nas nascentes próximas a riachos afluentes do Rio Paraopeba, mas que foram destruídas pela mineração e pelo desmatamento. Além disto, houve, ainda, plantio de hortas familiares em todas as unidades habitacionais, com foco no fortalecimento da agricultura familiar.
Os principais problemas levantados e diagnosticados, por meio de pesquisa realizada nas comunidades envolvidas, foram, em primeiro lugar, o saneamento básico, pois nas casas antigas o esgoto tinha uma parte de encanamentos precários e o restante escorria a céu aberto pelos quintais e, em segundo lugar, o nível elevado de consumo de bebidas alcoólicas, pois quase sessenta por cento dos beneficiários consumia álcool em excesso, principalmente os homens. O alcoolismo era ainda maior nas comunidades mais carentes, como os quilombos Chacrinha, Boa Morte e nas comunidades tradicionais do Borges, João Dantas, Almeida, Palmital, Laranjeiras, Canoas, Salgado e Costas. Em relação à habitação foram constatadas as condições em O Projeto Moradia Rural Solidária e Sustentável realizado em Belo Vale, Minas Gerais, contemplou vários objetivos em sua realização: construção de oitenta e três casas rurais com aquecedor solar e fossa séptica em comunidades carentes, inclusive nas comunidades quilombolas de Boa Morte, onde se construíram dezesseis moradias e na Chacrinha nove casas. Aconteceram três palestras no grupo A (João Dantas, João Dantas de Cima, Vila dos Pereira, Comunidades Quilombolas de Boa Morte e da Chacrinha, Córrego dos Pintos e Canoas) e três no grupo B (Almeida, Boca Calada, Borges, Costas, Córrego Seco, Curral Moreira, Ferrabrás, Laranjeiras, Moreira, Palmital, Posse, Salgado). Tais palestras objetivaram esclarecer as famílias sobre como se estruturar em suas novas moradias. Foi um total de seis palestras entre os anos de 2014 e 2015, sempre aos sábados e domingos à tarde. Houve plantio de mudas nativas nas nascentes próximas a riachos afluentes do Rio Paraopeba, mas que foram destruídas pela mineração e pelo desmatamento. Além disto, houve, ainda, plantio de hortas familiares em todas as unidades habitacionais, com foco no fortalecimento da agricultura familiar.
Os principais problemas levantados e diagnosticados, por meio de pesquisa realizada nas comunidades envolvidas, foram, em primeiro lugar, o saneamento básico, pois nas casas antigas o esgoto tinha uma parte de encanamentos precários e o restante escorria a céu aberto pelos quintais e, em segundo lugar, o nível elevado de consumo de bebidas alcoólicas, pois quase sessenta por cento dos beneficiários consumia álcool em excesso, principalmente os homens. O alcoolismo era ainda maior nas comunidades mais carentes, como os quilombos Chacrinha, Boa Morte e nas comunidades tradicionais do Borges, João Dantas, Almeida, Palmital, Laranjeiras, Canoas, Salgado e Costas. Em relação à habitação foram constatadas as condições em Belo Vale, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, CEMIG, FETAEMG (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais), Defesa Civil Municipal, Secretarias Municipais de saúde e Assistência Social. Foram importantes o processo de gestão e o papel da equipe técnica encarregada pelos trabalhos de fiscalização em todas as etapas do projeto. A maximização dos recursos financeiros evitou retrabalho e desperdício de material nas obras. Nesta perspectiva, os encontros semanais promovidos pela presidente do Instituto AQUA XXI, Maria Aparecida da Glória Maia, com o Engenheiro Responsável Cláudio Luiz, o Trabalho Técnico Social tendo como responsável o sociólogo Newton Emediato Filho, pedreiros e Comissões formadas pelos beneficiários foram vitais para resolver problemas e criar força tarefa para o aumento da aferição das construções e efetivação do projeto. Além disto, nas caminhadas ecológicas, contamos com a presença do engenheiro agrônomo Marcos Virgílio Ferreira de Rezende, profissional liberal, que nos orientou sobre o plantio das mudas nativas. Houve, também, em alguns casos, participação cooperativa de mão-de-obra entre os beneficiários, o que ajudou tanto na economia de recursos financeiros, quanto no fortalecimento de vínculos entre pessoas de uma mesma comunidade.
.A culminância dos trabalhos aconteceu com um evento no Quilombo da Chacrinha, onde se valorizou a cultura local e se distribuíram livros,com a presença da professora e escritora Marta Reis de Contagem, município de Minas Gerais.                              Marta Reis, contista premiada, publicou os livros solo Uma Viagem Inesquecível e O Ratinho do Violão pela Geração Editorial SP, além de ajudar na elaboração dos projetos do PNHR do Instituto Aqua XXI.
Esta prática trouxe muitas lições a todos os seus integrantes. Aquela que mais se destaca é constatar a importância do Poder Público se mobilizar em sintonia com ideias que possam proporcionar melhoria e transformação de uma determinada realidade local. É possível, sim, transformar o mundo ao redor, mesmo com os percalços de um projeto desta envergadura. Os bons resultados colhidos só foram possíveis graças à parceria afinada entre vários segmentos do Poder Público, a Caixa Econômica Federal e o Terceiro Setor; além do empenho dos profissionais envolvidos. Merece destaque a atuação da presidente do INSTTUTO AQUA XXI, Maria Aparecida da Glória Maia, que não mediu esforços em todas as etapas do projeto. Sobretudo, ficou a certeza do quanto é necessária a continuidade de Políticas Públicas como esta, capazes de melhorar os graves problemas sociais de nosso país.
Grande experiência este projeto: Alteridade nos Quilombos trouxe ao INSTITUTO AQUA XXI, o qual agora conta com habilitação no Ministério das Cidades. Diante disto, o Instituto já se prepara para realizar um novo projeto do PNHR III, com o compromisso de reaplicar e melhorar todas as experiências até aqui acumuladas. Além de Belo Vale, outros municípios vizinhos serão alcançados, porque após o reconhecimento deste projeto, houve uma demanda de mais de duzentas famílias, reivindicando moradias dignas. O novo projeto contemplará os municípios de Moeda, Jeceaba, Belo Vale e, provavelmente, Congonhas. Em todas as ações do INSTITUTO AQUA XXI, levar-se-ão em conta a valorização da cultura local e valores como: ética, respeito, sustentabilidade e solidariedade. Observando as normas e a legislação vigentes, um olhar diferenciado em relação ao outro será o que sempre permitirá a interação social, pautada no respeito e na confiança.
Maiores informações sobre o reconhecimento deste projeto se encontram site:
http://www.caixa.gov.br/sustentabilidade/responsabilidade-social/melhores-praticas/Paginas/default.aspx
ou acesse site: www.institutoaquaxxi.com

INSTITUTO AQUA XXI recebe o primeiro lote de Aquecedores Solares
no Quilombo da Chacrinha MG

Caminhada Ecológica Associada ao plantio de mudas nativas na
comunidade dos Costas em Belo Vale Minas Gerais

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